O idealizador do evento, que já está na 4ª edição, é o fotógrafo Eduardo Vergara. Este ano a exposição teve 12 mil inscrições e grande participação de grupos de pessoas com deficiências auditivas, visuais, e com Down. “Tem muitas pessoas que venceram fronteiras para estarem aqui. E nós sabemos reconhecer o valor da arte, que não é apenas uma questão técnica, a fotografia tem alma. Então, não importa se a foto foi feita de uma máquina profissional ou de um celular velho, (...) todo mundo pode fazer fotografia”, destaca Vergara.
As colaboradoras integraram uma parceria firmada entre a Comissão de Acessibilidade e Inclusão do STJ com o Projeto Surdo Foto, que tem o intuito de desenvolver outras habilidades profissionais nas pessoas com deficiência auditiva. O STJ disponibilizou o espaço físico e os organizadores do Surdo Foto ofereceram o curso gratuitamente.
Diminuição de barreiras
Simone de Souza, coordenadora da comissão, explicou que o trabalho desenvolvido pela área possui várias vertentes. Porém, o objetivo principal é “minimizar as barreiras atitudinais, arquitetônicas, urbanísticas, de comunicação, de serviços e de tecnologia, para que as pessoas com deficiência, com mobilidade reduzida, idosas, ou aquelas que tenham alguma necessidade de acessibilidade temporária possam acessar os serviços e instalações e sejam bem atendidas”.
Quando o processo eletrônico foi iniciado no tribunal, “chegamos a ter 300 colaboradores com deficiência auditiva trabalhando na virtualização dos processos, porém, à medida que os processos físicos diminuíram, diminuiu também a necessidade desse trabalho. Hoje o STJ conta com 150 colaboradores com deficiência auditiva”, conta Simone.
Diante dessa realidade, o STJ “tem uma preocupação grande com a reinserção dessas pessoas no mercado de trabalho e uma responsabilidade social em devolvê-las para a sociedade com outras habilidades profissionais desenvolvidas”, afirma a servidora.
Novos horizontes

Flávia Pompeo

Clécia de Macedo